Você sabe quem é? E o que realmente quer?

“Ser ou não ser eis a questão”

Hamlet se fez essa pergunta e a mesma vem sendo repetida a mais de 400 anos, na maioria das vezes não é entendida em toda a sua complexidade o que faz com que a resposta pareça ser elementar, mas não é tão elementar assim meu caro Watson. Essa pergunta nos leva diretamente ao intrincado processo de consciência. O príncipe não solidão de sua consciência se questiona “Quando é que as pessoas vão parar de me dizer o que acham que eu quero ouvir, e vão me dizer como as coisas realmente são”.
Em psicologia a palavra dissociação é usada para explicar processos de inconsciência. Uma pessoa com esse transtorno mostra uma incoerência muito grande entre o que fala e o que faz de fato.
Para se obter a consciência é preciso romper esses processo de dissociação e nos percebermos como realmente somos, nos aceitarmos como realmente somos não é um passaporte para a felicidade, não é aceite-se e será feliz, é tente descobrir quem você é, e não será feliz, mas será consciente e sendo consciente não será vazio, superficial, comum.
Quando nós alcançamos certo grau de consciência a discrepância entre o que falamos e a forma que agimos diminui significativamente, perdemos um pouco da nossa incoerência que esta presente na forma como nos relacionamos com as pessoas, na forma como lidamos com os sentimentos, na forma como queremos que as pessoas nos amem. E começamos a aceitar e entender que somos tratados de acordo como nos apresentamos, como fazemos com que os outros nos enxerguem e não como realmente somos.

Hamlet – Ato 3, cena 1

Ser ou não ser, olhar para dentro de nós mesmos e nos enxergar sem a mascara, sem o disfarce, enxergar quem realmente somos, e não quem gostaríamos de ser, encarar o imperfeito, o não agradável, encarar a verdade, que somos sozinhos e insignificantes em nossa consciência e que a maioria de nossas perguntas continuaram sem respostas.

 

“Ser ou não ser, ei a questão: será mais nobre suportar na alma as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra o mar de angustias e, enfrentando-os, vencer? Morrer – dormir; nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne – é a conclusão que devemos buscar. Morrer – dormir; dormir, talvez sonhar – eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sonho de morte uma vez livre deste invólucro mortal, fazem hesitar. Esse é o motivo que prolonga a desdita dessa vida”                              

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