Violência contra mulher | Duas palavras que levam à morte

Violência contra mulher | Duas palavras que levam à morte
Violência contra mulher | Duas palavras que levam à morte
Violência contra mulher: Elas têm sido usadas para envergonhar as mulheres desde o inicio dos tempos. E muitas vezes não foram consideradas como violência contra mulher.
Quais são as duas palavras que ajudaram a moldar os papéis das mulheres na sociedade e em toda a historia humana? Quais são as duas palavras que tem poder não só de diminuir a auto-estima das mulheres, como torna-las especialmente vulneráveis a perpetrações de todo tipo, que são causadoras de violência contra mulher?
Quais as duas palavras são as ultimas palavras que muitas mulheres ouviram antes de serem sujeitas aos mais baixo atos de violência contra mulher estupradas ou assassinadas?
“Puta” e “vagabunda”. 

Estas duas palavras tem sido usadas durante milénios para envergonhar as mulheres de todas as esferas da vida.
Muitas vezes foram usadas para justificar todo tipo de maus tratos, incluindo, incluindo estupro e homicídio.
Talvez você já tenha tido uma experiência pessoal com essas duas palavras e deixar passar, mas saiba é violência contra mulher.
Apesar das letras de hip hop entoar essas palavras como um antigo mantra, “puta” e “vagabunda” ainda possuem o poder de destruir as vidas de mulheres e até mesmo de meninas.
Em 2009. Hope Witsell da Flórida, tinha apenas 13 anos quando as palavras “puta” e “vagabunda” foram lançadas em seu caminho.
Ela não estava preparada para o esmagador  sentimento de vergonha que essas palavras trazem. Ela se enforcou em seu quarto.
Phoebe Prince tinha apenas 15 anos quando se mudou da Irlanda para Massachusetts e teve um breve romance com um jogador de futebol de sua nova escola.
Nesta  relação, ela foi intimidada com insultos, incluindo “puta irlandesa”, ela também enforcou-se em seu quarto em 2010.

 




 

Gabrielle Molina, de 12 anos, de  Nova York , foi repetidamente chamada de “puta” e “vagabunda” por um de seus colegas de classe antes de ela também ter tirado a própria vida enforcando-se em 2013.
Duas palavras que levaram mulheres a morte
Violência contra mulher
Rehtaeh Parsons, de 15 anos, estava bêbada de vodca quando foi estuprada por quatro rapazes mais velhos que circulavam uma foto de seu crime on-line.
Por dois anos, Rehtaeh sofreu cyberbullying e sendo rotulada como uma “puta” por seus colegas de classe.
Finalmente, o estresse e a vergonha eram demais para suportar. Em 2013, como um número crescente de meninas adolescentes, ela enforcou-se.
Infelizmente, os suicídios envolvendo adolescentes tem aumentado nos últimos anos, assim como a violência contra mulher.
Acho profundamente preocupante que grande parte desse aumento tenha ocorrido com meninas entre 10 e 19 anos.
As armas de fogo costumavam ser o método preferido para se cometer suicídio para meninas e meninos.
Atualmente, as meninas cada vez mais a escolher o enforcamento como forma de suicídio.
Duas palavras que levaram mulheres a morte
Violência contra mulher
Os Centros de Controle de Doenças não têm uma explicação para o aumento de suicídios de meninas adolescentes.
As meninas de hoje estão sujeitas a mensagens mais conflituosas em torno de sua sexualidade do que qualquer geração antes.
Enquanto a mídia popular convida meninas para se vestir e agir de forma “sexy”, as meninas são simultaneamente advertidas para evitar uma “má reputação”.
De alguma forma, as meninas supostamente deveriam descobrir onde está a linha que separa ser uma “boa menina” e uma “menina má”.
Descoberta que é geralmente feita sem qualquer ajuda significativa dos adultos.

E os pais onde estão nesta hora?

E não é de admirar que a ajuda seja muitas vezes ausente e a violência contra mulher persista.

Uma vez que a maioria dos homens e mulheres adultos estão tão confusos e conflituosos quanto ao que constitui um comportamento “apropriado”.
Como as mulheres sexualmente ativas de hoje se devem ou não comportar e o que passar às filhas.

Violência contra mulher | Duas palavras que levam à morte

Embora ninguém pareça saber ao certo o que constitui uma “menina má”, “vagabunda” ou “puta”.
Ainda assim atribuímos enorme  poder a esses rótulos sexistas, que constituem uma violência contra mulher.
Considero escandaloso que ainda classifiquemos meninas e mulheres como “boas meninas” e “meninas más”.
Como “respeitáveis” e dignas de nossa proteção, ou como “putas” e “vagabundas” que merecem nosso escárnio e punição.
Duas palavras que levaram mulheres a morte
Violência contra mulher
Não temos que temer as palavras “puta” e “vagabunda”.
Podemos mudar a cultura e exigir respeito, não importa o que usamos ou com quem temos relações sexuais.
É nosso direito como seres humanos. E já é tempo de acabar com este tipo de violência contra mulher.

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